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Antecedentes Históricos
Origem da palavra “mapa”.
A palavra “mapa”
surgiu na Idade Média e tem provavelmente origem cartaginesa, significando
“toalha de mesa”.Os navegadores e os negociantes, ao discutirem sobre rotas,
caminhos e localidades em lugares públicos, rabiscavam diretamente nas toalhas
(mapas), surgindo então o documento gráfico que era bastante útil a todos.
Os
Egípcios:

Os Egípcios
imaginavam que a terra era suspensa por um par de asas.Imaginavam que a terra
era sustentada por cinco colunas.

Na idéia de
criação do mundo este havia sido literalmente “chocado”, seria portanto um “ovo
cósmico”.
Os
Gregos:

Inicialmente criam que o formato da terra era cilíndrica
O
clero na idade média:
Defendiam a idéia que a terra tinha o formato de uma mesa, em
semelhança a mesa dos pães da preposição que são mencionadas no Tabernáculo
construído pelos israelitas


Os sistemas de
projeções cartográficas foram desenvolvidos para dar uma solução ao problema da
transferência de uma imagem da superfície curva da esfera terrestre para um
plano da carta, o que sempre
vai acarretar deformações.
Os sistemas de
projeções constituem-se de uma fórmula matemática que transforma as coordenadas
geográficas, a partir de uma superfície esférica (elipsoidal), em coordenadas
planas, mantendo correspondência entre elas.
O uso deste
artifício geométrico das projeções consegue reduzir as deformações,
mas nunca eliminá-las.
Os tipos de
propriedades geométricas que caracterizam as projeções cartográficas, em suas
relações entre a esfera (Terra) e um plano, que é o mapa, são:
a)
Conformes
– os ângulos são mantidos idênticos (na esfera e no plano) e as áreas são
deformadas
b)
Equivalentes
– quando as áreas apresentam-se idênticas e os ângulos deformados.
c)
Afiláticas
– quando as áreas e os ângulos apresentam-se deformados.
I) Projeção de Mercator

Criada em 1569 por um cartógrafo e matemático belga, por muito
tempo foi a projeção mais utilizada. Facilitou a vida dos navegantes, que podiam
atravessar os mares e explorar novas terras seguindo a orientação das
coordenadas geográficas do mapa.
Utiliza a projeção cilíndrica, que é como se um cilindro de papel
fosse colocado em volta de um globo e sobre o papel refletissem as coordenadas.
No entanto essa projeção apresenta grandes distorções
quanto a área real dos países e continentes. Veja este exemplo: como
aparece na Projeção de Mercator, a ilha da Groenlândia está duas vezes maior do
que a América do Sul, quando na verdade é a América do Sul que é oito vezes mais
extensa que a Groenlândia! Sentiu a diferença?
A Projeção de Mercator adota uma perspectiva eurocêntrica
(a Europa como centro do mundo). O continente europeu aparece numa posição de
destaque no mapa, bem maior do que seu tamanho real.
Essa projeção, portanto, tem tudo a ver com a época _ e o lugar _
em que foi criada, quando a Europa expandia seu território por meio das
navegações, conquistando novas terras e dominando a economia do planeta.
Nesta projeção os
meridianos e os paralelos são linhas retas que se cortam em ângulos retos.
Corresponde a um tipo cilíndrico pouco modificado. Nela as regiões polares
aparecem muito exageradas. A projeção de Mercator preserva a forma dos países
e continentes mas distorce a área real.
Lembre-se que a Projeção de Mercator é muito usada na navegação Marítima.

Projeções de
Mercator ou Cilíndrica Equatorial.
II) Projeção de Peters
Criada em 1952
por um historiador alemão, essa projeção foi publicada pela primeira vez somente
em 1973 por
Arno Peters.
Nesse mapa, que
também segue uma projeção cilíndrica, regiões como a América do Sul, África e
Oceania apresentam uma área maior do que nas outras projeções.
Sua base também é cilíndrica equivalente, e
determina uma distribuição dos paralelos com intervalos decrescentes desde o
Equador até os pólos, como podemos observar no mapa a seguir:

Projeção
Cilíndrica Equivalente de Peters
As retas
perpendiculares aos paralelos e as linhas meridianas têm intervalos menores,
resultando na representação das massas continentais, um significativo
achatamento no sentido Leste-Oeste e a deformação no sentido Norte-Sul, na faixa
compreendida entre os paralelos 60o Norte e Sul, e acima destes até os pólos, a
impressão de alongamento da Terra.
A Projeção de
Piters, conserva a área real dos países e continentes, mas distorce a forma real
deles.
Eica parecendo
que colocamos o mapa em um daqueles espelhos que provocam deformações em nosso
tamanho, parece que os países foram esticados como se fossem de borracha.
Sabe por quê?
Porque muita gente acha que a maior parte das projeções dão um jeitinho para
colocar com mais destaque a Europa e os Estados Unidos, justamente a área mais
rica e poderosa do planeta...
III) Projeção ortográfica

Ela nos apresenta
um hemisfério como se o víssemos a grande distância.
Os paralelos mantêm seu paralelismo e os meridianos passam pelos pólos, como
ocorre na esfera.
As terras próximas ao Equador aparecem com forma e áreas corretas, mas os pólos
apresentam maior deformação.
IV)
Projeção cônica
Nesta projeção os meridianos convergem para os pólos e os
paralelos são arcos concêntricos situados a igual distância uns dos outros.
São utilizados para mapas de países de latitudes médias.

Projeção cônica
– os meridianos e paralelos geográficos são projetados em um cone tangente, ou
secante, à superfície de referência, desenvolvendo, a seguir, o cone num plano.

V) Projeção de Mollweide
Elaborada no
século passado, também adota a projeção cilíndrica, mas apresenta menos
distorções que a de Mercator. Por isso está sendo cada
vez mais utilizada.
Se
você tem um atlas atual, provavelmente o mapa-múndi segue a Projeção de
Mollweide.
Nesta projeção os
paralelos são linhas retas e os meridianos, linhas curvas. Sua área é
proporcional à da esfera terrestre, tendo a forma elíptica.
As zonas centrais apresentam grande exatidão, tanto em área como em
configuração, mas as extremidades apresentam grandes distorções.

VI ) Projeção de Goode, que modifica a de
Moolweide
É uma projeção
descontínua,
pois tenta eliminar várias áreas oceânicas. Goode coloca os meridianos
centrais da projeção correspondendo aos meridianos quase centrais dos
continentes para lograr maior exatidão.

II) Projeção de Holzel

Projeção equivalente, seu contorno elipsoidal faz referência à forma
aproximada da Terra que tem um ligeiro achatamento nos pólos.
VIII) Projeção Azimutal
Eqüidistante
Oblíqua, neste exemplo abaixo, foi construída Centrada na Cidade de São Paulo,
os ângulos azimutais são mantidos a partir da parte central da projeção.

IX) Projeção Azimutal - Eqüidistante Polar –
Lambert
Você já prestou atenção no símbolo da ONU (Organização das
Nações Unidas)? É um mapa do globo terrestre diferente do que a gente vê
normalmente: tem o Pólo Norte no centro e em volta os continentes e oceanos.
Essa é a
Projeção de Lambert.
Trata-se de uma projeção azimutal. O nome é estranho, mas não é
tão complicado de entender como parece. Basta você imaginar uma folha de papel
plana, que toca o globo terrestre em apenas um ponto.
Sobre a folha são projetadas as coordenadas dos outros pontos do
globo.Na parte central, aquela onde a folha "toca" o globo, não há distorção. O
mesmo não acontece para os outros pontos, que aparecem distorcidos, "menores" em
relação à parte central.

Em
uma Projeção eqüidistante que tem os pólos em sua porção central, as
maiores deformações ocorrem em suas áreas periféricas.
CARTOGRAFIA BRASILEIRA
A
Cartografia Brasileira é baseada nos padrões europeus de Cartografia marítima,
nos quais a Estrela Polar determina o "Norte". Antes da navegação marítima, o
ponto de referência era o Sol, e os mapas apontavam para o oriente. Até hoje,
usamos termos como "orientar-se" e "desnorteado".
Em
um mapa verdadeiramente brasileiro, o ponto de referência seria o Cruzeiro do
Sul e não a estrela polar.A Cartografia Brasileira é baseada nos padrões
europeus de Cartografia marítima, nos quais a Estrela Polar determina o "Norte".
Em
um mapa verdadeiramente brasileiro, o ponto de referência seria o Cruzeiro do
Sul e não a estrela polar, o Brasil seguramente estaria no centro, e os europeus
achariam que estavam sendo representados "de cabeça para baixo".
A
imagem apresenta o primeiro mapa sob a ótica brasileira, em uma projeção chamada
de eqüidistante, que mede as distâncias de todos os países vizinhos.
Imediatamente descobrimos, por exemplo, que Porto Alegre está mais próxima de
Melbourne, na Austrália do que do Sudão, na África; e a Nova Zelândia, mais
próxima que a Califórnia.
Se
a sua primeira impressão foi que o Brasil está de cabeça para baixo, isto
significa que o seu ponto de orientação ainda é europeu, e não brasileiro, neste
caso é bom rever os seus conceitos sobre cartografia e lembrar que ela sempre
foi e ainda será usada como importante instrumento em geopolítica.

BONS
ESTUDOS!
PROFESSOR
PAULINHO/2009 |