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Em 4 outubro de 1501, o
explorador italiano Américo Vespúcio recebeu autorização para fazer um
levantamento do interior de nosso país. Ao se deparar com um belo rio
cristalino, decidiu batizá-lo com o nome de São Francisco, o santo daquele dia
4.
O rio tem 2700 km de extensão. Com mais 70 km ele seria equivalente a distância
entre São Paulo e João Pessoa, na Paraíba.
O Rio São Francisco é o maior rio inteiramente brasileiro (que nasce e morre
dentro do país). Por isso, ganhou o apelido de Rio da Integração Nacional.
No cânion do São Francisco,(foto abaixo) entre as cidades de Paulo Afonso (BA) e
Piranhas (AL), fica a maior concentração de usinas hidrelétricas do Brasil - 9
ao todo, num trecho de apenas 70 quilômetros.

O São Francisco corta 504
municípios em cinco Estados: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
Os habitantes das margens do rio também acreditam que, nas profundezas do São
Francisco, mora o "Caboclo d’água", ou "Nego d’água", que tem pêlos no corpo
todo, menos na cabeça. Os pescadores que não o agradam com fumo e cachaça não
conseguem pescar nada, já que o caboclo afasta os peixes.
Outro habitante do rio é o "Mão Pelada". Ele tem a mão em carne viva e sai do
rio durante a noite para beber o sangue das pessoas. Diz a lenda que o sangue da
criatura cura a lepra e o reumatismo.
Outra lenda fala sobre o sono do rio. À meia noite, ele se acalma. Se seu sono
não for respeitado o rio se enfurece e pode virar barcos e canoas, além de
alagar povoados. Nesse período, as almas dos afogados vão para as estrelas, a
"Mãe d’água" enxuga os cabelos sentada nas pedras, os peixes descansam no fundo
do rio e as cobras perdem seu veneno. |